sábado, 16 de julho de 2016

China: Milionária trabalha limpando as ruas, para dar exemplo aos filhos

Imagem: DivulgaçãoO que você faria se tivesse 10 milhões de yuans (cerca de R$ 3,71 milhões) em sua conta? A chinesa Yu Youzhen, de 54 anos, ao contrário do que muitos responderiam, preferiu viver uma vida humilde e trabalhadora.
Segundo matéria do site Catraca Livre, Yu ganha R$ 534 por mês limpando as ruas para o departamento de limpeza pública na cidade de Wuhan, na China.
“O trabalho não é apenas sobre dinheiro, isso me dá algo para fazer, o que é muito importante”, disse Youzhen em entrevista a um site local, quando questionada do porquê decidiu trabalhar tão duro sem precisar.
Ela também acredita que tem que educar pelo poder do exemplo, e sabe que sua escolha passa valores muito importantes aos seus filhos, como boa ética de trabalho.
Ela ainda deixa claro que se eles trabalharem vão herdar sua fortuna, mas se eles se recusarem a trabalhar e viverem às custas de seus pais, então ela vai deserdá-los.
Fonte: Catraca Livre

França: Estado Islâmico assume ataque em Nice


O grupo radical Estado Islâmico (EI) reivindicou o massacre em Nice, no sul da França, informou neste sábado (16) a agência Amaq, ligada ao grupo jihadista.
“O autor da operação é um soldado do Estado Islâmico. Executou a operação em resposta aos chamados para atacar cidadãos dos países da coalizão internacional que lutam contra o EI no Iraque e na Síria”, afirmou a Amaq.
O ataque em Nice foi feito por um motorista que avançou com um caminhão entre as pessoas que estavam à beira-mar, festejando a queda da Bastilha na quinta-feira (14), deixando 84 mortos e 200 feridos.
O motorista, identificado como Mohamed Lahouaiej-Bouhlel, de 31 anos, um tunisiano residente em Nice, foi morto pela polícia.
No dia 21 de maio, o porta-voz do EI, Mohammad al Adnani, conclamou seus seguidores a realizar mais atentados no Ocidente, especialmente na Europa e Estados Unidos, por causa do mês sagrado do Ramadã, que terminou no último dia 5 de julho.
Em mensagem carregada de ódio, cuja veracidade não foi ser confirmada, al Adnani afirmou que “atacar aos chamados civis é o melhor e mais útil”.
No discurso de 31 minutos de duração, divulgado pelas das redes sociais, o porta-voz do EI pediu para seus simpatizantes que qualquer ataque, por menor que seja, na casa do inimigo, é melhor que um grande nos territórios que controlam.
Para a Promotoria francesa, o atentado em Nice encaixa no tipo de ameaça do EI, que pediu em janeiro para usar balas, facas ou “carros” para matar os infiéis.
Fonte: G1

segunda-feira, 4 de julho de 2016

Carro-bomba: Ataque do Estado Islâmico em Bagdá mata mais de 200 pessoas


O número de mortos no atentado praticado pelo grupo Estado Islâmico em um centro comercial de Bagdá passa de 200, informam as autoridades locais, segundo o ‘G1′. No entanto, o número exato de vítimas ainda é desencontrado. Um carro-bomba explodiu no bairro de Karada, que estava lotado de jovens e famílias que celebravam o fim do Ramadã, o mês sagrado para os muçulmanos.
Nesta segunda-feira (4), o último balanço foi divulgado pelo vice-chefe do comitê do Conselho Provincial de Bagdá, Mohamed al-Rubaye, em uma entrevista divulgada pela CNN, falava em ao menos 200 mortos. A France Presse fala em 213 mortos e mais de 200 feridos. No entanto, a Reuters diz que 147 pessoas morreram e 35 seguiam desaparecidas, segundo a polícia e fontes médicas.
O ataque ocorreu sábado (2) à noite (domingo, pelo horário brasileiro) e foi sucedido por outro atentado em Bagdá, também reivindicado pelo Estado Islâmico. O carro-bomba era um caminhão frigorífico que pegou fogo após a explosão. Os bombeiros demoraram para chegar ao local, o que resultou no grande número de vítimas. Entre os mortos, estão 25 crianças.
Em um comunicado na internet, o Estado Islâmico assumiu a autoria do atentado e disse se tratar de uma vingança contra os xiitas, considerados hereges pelo grupo sunita. Embora o bairro atacado fosse xiita, quase metade das vítimas do ataque em Karada era sunita, de acordo com a imprensa local.
O mais letal dos ataques ocorreu no distrito xiita de Al Karrada quando um suicida detonou um caminhão frigorífico que trafegava no meio de uma multidão reunida perto da sorveteria Yabar Abu al Sharbat.
A sorveteria mais popular e antiga de Bagdá estava movimentada à 1h (horário local, 19h em Brasília). No momento do ataque, Al Karrada estava cheia mesmo tarde da noite porque os iraquianos costumam comer fora de casa durante o mês do Ramadã, já que passam o dia jejuando – a solenidade termina na próxima semana.
Fonte: Agência Brasil e G1

sexta-feira, 24 de junho de 2016

Brexit terá pouco efeito para o Brasil no curto prazo, diz BC
Tulio Maciel, chefe do departamento econômico do Banco Central, afirma que decisão britânica de deixar a UE cria incerteza nos mercados, mas não altera fundamentos brasileiros
24/06/2016 às 14:11 - Atualizado em 24/06/2016 às 14:11

Tulio Maciel, chefe do departamento econômico do Banco Central(Elza Fiuza/Agência Brasil/VEJA)
A decisão do Reino Unido de sair da União Europeia (o chamado "Brexit") sacramentada nesta sexta-feira após o referendo realizado no dia anterior, não deve mudar significativamente os fundamentos da economia brasileira, segundo o chefe do departamento econômico do Banco Central brasileiro, Tulio Maciel.
"Os impactos são limitados", disse ele. "Em termos de mercados, claro que a saída agrega incertezas no curto prazo. No cenário interno, já observamos oscilações depois do resultado."
A decisão do referendo britânico tem gerado fortes oscilações nos preços dos ativos. O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, estava em baixa de 3,41% por volta de 13h50. O dólar, por sua vez, subia 1,3%, a 3,39 reais.
Mas o BC está preparado para esse tipo de situação, disse Maciel. Ele acrescentou que o "regime de câmbio flutuante tem se mostrado exitoso nessa espécie de contexto" e lembrou que o fluxo comercial do Brasil com o Reino Unido responde por cerca de 1,5% do total de importações e exportações da economia brasileira.
Nesta sexta, o BC melhorou novamente sua projeção para o déficit em transações correntes do Brasil para 2015. A nova previsão, de 15 bilhões de dólares, é 10 bilhões de dólares menor que a esperada até então. Se confirmado, será o melhor resultado desde 2007, quando houve superávit de 408 milhões de dólares. No ano passado, o rombo na conta corrente do país ficou em 58,88 bilhões de dólares.
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Em maio, as transações correntes do Brasil fecharam com superávit de 1,2 bilhão de dólares. Trata-se do melhor desempenho para o mês desde 2004, quando registrou superávit de 1,43 bilhão de dólares. Em doze meses, em contrapartida, o déficit subiu a 2,87% do Produto Interno Bruto (PIB) - em abril, o nível foi de 2,63% do PIB.
O resultado das contas externas foi puxado principalmente pela balança comercial, positiva em 6,25 bilhões de dólares. No mesmo mês do ano passado, o superávit comercial foi de 2,46 bilhões de dólares.
Os gastos líquidos dos brasileiros no exterior caíram 32% em maio na comparação com maio de 2015, a 679 milhões de dólares em maio. As remessas de lucros e dividendos recuaram 12,3%, a 1,70 bilhão de dólares.
(Com Reuters e Estadão Conteúdo)


Bolsas europeias fecham em forte baixa após Brexit
Alguns mercados registraram queda de mais de 12%, como a Itália e Espanha. No Brasil, Bovespa cai quase 3%
24/06/2016 às 15:03 - Atualizado em 24/06/2016 às 15:14

Mercados financeiros globais desabaram nesta sexta-feira, após decisão do Reino Unido de deixar União Europeia(Andrew Burton/Getty Images)
As bolsas de valores na Europa sofreram forte queda nesta sexta-feira, pressionadas pela decisão do Reino Unido de deixar a União Europeia (UE). Alguns mercados despencaram mais de 12%, como Milão e Madri, que teve a maior desvalorização diária de sua história. As ações de bancos tiveram as principais perdas do dia no continente.
Segundo dados coletados pela Agência Efe, o valor de mercado das principais bolsas europeias alcançou no fechamento de ontem 6,1 trilhões de euros, e hoje, 5,14 trilhões de euros, uma perda de mais de 960 bilhões de euros, ou 1,08 trilhão de dólares.
No fim da sessão, a Bolsa de Londres caiu 3,15%; Frankfurt, 6,82%; Paris, 8,04%; e Milão, 12,48%. O principal indicador da Bolsa espanhola, o IBEX 35, despencou 12,35%, pior pregão da história.
"Como os investidores estavam esperando que o Reino Unido continuasse na UE, a votação veio como uma grande surpresa", disse em nota Alexander Krueger, do Bankhaus Lampe, acrescentando que as ações devem apresentar fortes flutuações nos próximos trimestres.
Na Ásia, os mercados também fecharam em forte queda. A bolsa de Tóquio caiu 7,92%. Os mercados nos Estados Unidos também operam no negativo. No Brasil, a Bovespa registra queda de quase 3%.

(Da redação, com EFE)
Boris Johnson, o grande vencedor do Brexit, quer o emprego de Cameron
Em 2015, quando enfrentou o trabalhista Ed Miliband nas eleições, Cameron talvez não pudesse imaginar que seu mais perigoso rival seria alguém de seu próprio partido
24/06/2016 às 15:51 - Atualizado em 24/06/2016 às 17:40


O prefeito de Londres, Boris Johnson, no topo da torre Orbit, no Parque Olímpico(Christopher Lee/Getty Images/VEJA)
O ex-prefeito de Londres, Boris Johnson, foi o principal nome da campanha pela saída do Reino Unido da União Europeia (UE) e nesta sexta foi saudado por seus colegas e pela imprensa local como o grande vencedor político do referendo. Após a confirmação oficial do resultado, Johnson comemorou a "independência" de seu país: "Podemos encontrar nossa voz no mundo novamente, uma voz que é proporcional a da quinta maior economia da Terra". Aos 51 anos, o político é cotado como favorito dentro do Partido Conservador para substituir David Cameron como primeiro-ministro.
No ano passado, quando enfrentou o trabalhista Ed Miliband nas eleições gerais, Cameron talvez não pudesse imaginar que seu mais perigoso rival político seria alguém de seu próprio partido, e ainda que ele seria um velho colega de escola. A relação de Johnson com o atual premiê data de antes do início de suas carreiras políticas. Os dois se conheceram na escola de elite Eton College e cursaram a Universidade de Oxford juntos. Foi também durante seus anos de educação que Johnson, filho de britânicos nascido em Nova York, nos Estados Unidos, teve os primeiros contatos com a alta sociedade do Reino Unido.
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Contudo, os dois amigos escolheram lados opostos após o anúncio do referendo, feito durante a campanha política de 2015. Ao longo de toda a maratona que antecedeu a consulta popular, Johnson e o atual primeiro-ministro discordaram em quase todas as suas declarações. O ex-prefeito chegou a dizer que as afirmações de Cameron sobre as consequências da saída britânica da UE eram "enganosas e mal-intencionadas" para convencer o povo a votar a favor da permanência.
A ironia é que o euroceticismo bem articulado e distante da ferocidade de Nigel Farage (líder do partido ultranacionalista Ukip) vem de um homem muito ligado às instituições europeias. O pai de Boris Johnson, Stanley, que defendia a permanência na UE, foi deputado pelo Partido Conservador e trabalhou na Comissão Europeia. Boris foi aluno da Escola Europeia de Bruxelas antes de entrar para o Eton e conheceu também a máquina burocrática da UE por dentro, atuando como jornalista.
Antes de ser eleito prefeito de Londres, em 2008, Johnson trabalhou no jornal Daily Telegraph e entre 1989 e 1994 foi correspondente em Bruxelas, favorecendo histórias que alimentavam o euroceticismo em casa. Tornou-se então o jornalista favorito da primeira-ministra Margaret Thatcher, graças a artigos que ridicularizavam as instituições europeias e caricaturavam seus regulamentos extremamente detalhados. Durante todo esse período, conseguiu construir sua reputação com críticas ácidas e piadas sobre o bloco europeu. Em 2008, ele foi eleito prefeito de Londres e seu estilo bonachão e pragmático, dosando gírias populares e citações em latim, garantiram a reeleição em 2012. Johnson deixou o comando da prefeitura no início deste ano com ótimos índices de aprovação. Com tempo livre, passou a dedicar-se exclusivamente à campanha do Brexit.
Com fama de histriônico e um senso de humor louvado até por seus críticos, Johnson é o típico conservador à moda britânica: partidário do Estado mínimo e da pouca intervenção estatal na sociedade. Ele também é um ardoroso defensor das tradições do país, inclusive das mais populares, como acompanhar um jogo de futebol em um pub bebendo litros de cerveja em caneca.
O novo premiê será escolhido num congresso dos tories em outubro, e até lá muita água ainda vai rolar na composição de forças dentro da legenda. O Partido Conservador sai do referendo rachado, com muitas disputas internas e mágoas que precisam ser aplacadas para apaziguar o ambiente antes da formação do novo governo. Apesar das incertezas, uma coisa é certa: os ex-colegas Johnson e Cameron vão continuar sentando em lados opostos da mesa de negociações.
(Da redação)


Segio Lima Artesanato

 
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